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Ministério afasta 33 servidores e interdita 3 frigoríficos após operação Carne Fraca

Secretário do Ministério da Agricultura | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura anunciou na tarde desta sexta-feira (17) o afastamento de 33 servidores da pasta e a suspensão das operações de três frigoríficos por envolvimento no esquema apurado pela Operação "Carne Fraca", da Polícia Federal. As investigações suspeitam de fraude em 21 frigoríficos de empresas como a BRF Brasil, que controla a Sadia e a Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, além de frigoríficos menores como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa. Entre os frigoríficos que tiveram operação suspensa está um da BRF Brasil, em Mineiros (GO), que produz carne de aves; um da Peccin Agro Industrial, em Curitiba (PR), que produz salsicha e mortadela; outro da Peccin, em Jaraguá do Sul (SC), que também produz salsicha e mortadela. A investigação da Polícia Federal indica que funcionários de superintendências regionais do Ministério da Agricultura no Paraná, Minas Gerais e Goiás recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização efetiva. Segundo a PF, frigoríficos faziam uso de substâncias inadequadas, como a salmonela, para melhorar a aparência dos alimentos vencidos. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, avaliou que o esquema de fraudes não representa um "fato cotidiano", mas, sim, "fatos isolados que não representam a postura geral" do ministério. "Nós queremos deixar claro que nós não aceitamos esse tipo de conduta. Iremos tomar todas as providências para punir aqueles que desviaram a conduta, e vamos trabalhar para que isso não volte a acontecer", declarou. Bahia Notícias

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