terça-feira

Para Temer, Brasil está voltando ao 'prumo' e aos 'trilhos do desenvolvimento'

Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo 

Num discurso em que destacou a queda da inflação, dos juros e do risco-país - e no qual também citou resultados positivos da balança comercial brasileira e a recuperação da Petrobras -, o presidente Michel Temer (PMDB) disse na noite desta segunda-feira (10) que o Brasil está "voltando ao prumo" e aos "trilhos do desenvolvimento". Ao falar em cerimônia na capital paulista em que recebeu homenagens da comunidade libanesa, o peemedebista repetiu ainda que a inflação, como os índices recentes sugerem, caminha para terminar o ano abaixo do centro da meta (4,5%), possivelmente ao redor de 4%. "Talvez estejamos em torno de 4%, se não estivermos a menos de 4% no fim do ano", comentou Temer, após lembrar que assumiu o governo com uma inflação que acumulava 10,7% em doze meses. "Hoje, está em 4,55%", frisou em seu discurso. O presidente ressaltou ainda que os juros estão caindo, não por "voluntarismo", mas porque, disse ele, o governo criou condições para o afrouxamento monetário. Também mencionou o saldo positivo, divulgado nesta segunda-feira, da balança comercial na primeira semana de abril - US$ 1,59 bilhão - e citou que o risco-país já caiu de 575, quando assumiu o governo, para 270 pontos. Temer lembrou ainda da melhora da nota de crédito da Petrobras pela Moody's - igualmente anunciada nesta segunda-feira - como sinal de que a estatal está conseguindo mudar sua reputação. "Um ano e meio atrás, falar da Petrobras era quase uma palavra feia ... Quantos brasileiros, não há muito tempo, não ficaram envergonhados com as notícias da Petrobras? Nós devolvemos ao povo o orgulho de uma de nossas maiores companhias", disse o presidente. Segundo ele, quem investiu em ações da Petrobras há dez meses obteve lucro de 145%. Temer repetiu que seu governo recebeu o País na "maior crise de sua história" e disse que a recessão foi enfrentada com uma "ambiciosa agenda de reformas". De acordo com o presidente, essas reformas eram há muito tempo necessárias, mas agora se tornaram "inadiáveis". "Agora, o momento é de superação, de encarar, sem rodeios, os nossos desafios", disse o peemedebista, lembrando que o primeiro passo foi aprovar o regime fiscal que contém as despesas públicas, já que, segundo ele, antes "gastava-se irresponsavelmente". Temer, ao ressaltar a ambição reformista de seu governo - aproveitando também para responder a criticas sobre o açodamento das medidas lançadas por sua gestão -, falou da reforma do ensino médio e disse que a proposta de modernização legislação trabalhista foi apresentada após diálogo entre empresários e empregadores.

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