Bahia e Vitória vão decidir o título do Campeonato Baiano de 2026 no próximo sábado (7), às 17h, na Arena Fonte Nova, mas o 506º Ba-vi da história não ficará restrito apenas à disputa dentro de campo. Fora das quatro linhas, a final também será marcada pela divisão igualitária da renda de bilheteria entre os dois clubes.
De acordo com o regulamento da competição, aprovado em reunião do Conselho Técnico e publicado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), as receitas líquidas das fases semifinal e final devem ser divididas em 50% para cada equipe, independentemente do resultado da partida. A medida está prevista no artigo 27, que faz uma distinção clara em relação às fases anteriores do torneio.
Durante a etapa classificatória, a renda líquida pertence exclusivamente ao clube mandante. No entanto, a partir das semifinais, a regra muda e passa a valer a divisão obrigatória e igualitária entre os times envolvidos. Ou seja, embora o Esquadrão tenha garantido o mando de campo na decisão por ter feito melhor campanha, terá que dividir renda líquida igualmente com o Leão.
A aplicação da regra já pôde ser observada nas semifinais. No duelo entre Bahia e Juazeirense, vencido pelo Tricolor por 4x2, a Arena Fonte Nova recebeu 16.803 pagantes, gerando renda de R$ 398.244,00 — valor dividido igualmente, com R$ 199.244,00 para cada equipe.
No outro confronto, entre Vitória e Jacuipense, o Rubro-negro avançou após empate em 1x1 no tempo normal e triunfo por 4x2 nos pênaltis. A partida contou com 14.052 pagantes e renda de R$ 323.354,00, resultando em R$ 161.667,00 para cada lado. (Correio)
