PF bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados a banco de Edir Macedo

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Foto: Alan Santos/Presidência da República/Divulgação
A Polícia Federal deflagra, na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Miragem, que tem como principal alvo a a gestão do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O objetivo é desarticular um esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.  

Conforme a decisão judicial, também foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70 (R$670,3 milhões).  O bispo Edir Macedo, um dos religiosos mais influentes do Brasil, é um dos investigados na operação. Não foram detalhados quais mandatos são cumpridos em seu desfavor.  

O que está sendo investigado?  

A Polícia Federal informou que relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira do bispo Edir Macedo.  

Conforme a investigação, o Digimais estaria manipulando de maneira sistemática balanços e resultados contábeis com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. Essa prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais.  

Além disso, a PF investiga operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. *Ver matéria completa do A Tarde

 

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