O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou a suspensão imediata e provisória da importação de amêndoas de cacau fermentadas e secas originárias da Costa do Marfim. A medida foi oficializada por meio de ato administrativo assinado pelo ministro substituto da pasta, com base em decreto federal e em processo interno em andamento.
Segundo o governo brasileiro, a decisão foi motivada por preocupações fitossanitárias. Técnicos do ministério avaliam que o intenso trânsito de grãos vindos de países vizinhos para o território marfinense pode resultar na mistura de amêndoas de diferentes origens nos carregamentos destinados ao Brasil, dificultando a comprovação da procedência e das condições sanitárias do produto.
Como parte das providências adotadas, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária foram mobilizadas para conduzir análises e verificar indícios de possível triangulação comercial envolvendo o cacau importado. A prática pode trazer riscos adicionais à segurança fitossanitária e ao controle sanitário exigido pelo país.
O bloqueio seguirá em vigor até que as autoridades marfinenses apresentem uma manifestação oficial, acompanhada de garantias técnicas de que as remessas enviadas ao Brasil não incluem amêndoas produzidas em países com status fitossanitário desconhecido ou não autorizados a exportar para o mercado brasileiro.
Com a medida, o governo federal busca proteger a cadeia produtiva do cacau no país e evitar a introdução de pragas ou doenças capazes de causar prejuízos à lavoura nacional e à economia agrícola. (iPolítica)








.jpg)