Como já era previsto,
a reunião realizada entre o prefeito Jonatas ventura e demais servidores
municipais, ocorrida nesta quinta-feira (17), no Auditório do Colégio CEMMO,
teve como objetivo a discussão da situação financeira da Prefeitura de Barra do
Rocha, que nos últimos meses vem atravessando uma série de dificuldades com
diversos resgates do INSS, tornando inviável o cumprimento das obrigações, ou
seja, o pagamento do funcionalismo.
Durante a reunião, o
prefeito Jonatas Ventura apresentou uma série de números negativos que de fato
explica a situação caótica que atravessa o município. Segundo o prefeito dos 6
milhões com débitos do INSS, oriunda de gestões passadas, a prefeitura honrou
co quase 4 milhões, e quando menos se esperava, apareceu um novo montante
negativo de 5 milhões para ser pago. Ainda em sua explanação, citou os diversos
resgates já descontados este mês de março, sendo que do previsto para pagamento
de folha dos funcionários da Administração, algo em torno de 160 mil reais, só
chegaram a conta do órgão cerca de 40 mil. Diante de tantas contas a pagar, a
solução proposta foi fazer um u[único parcelamento, que não pode passará de 30
mil reais. “Mesmo diante de toda essa crise, prometo que terminarei meu mandato
de cabeça erguida com a permissão do Senhor, tendo como objetivo não deixar
nenhum débito para o próximo gestor; respondendo assim as expectativas do povo
que me elegeu, que era trazer e fazer o melhor para nossa Barra do Rocha”,
ressaltou o prefeito cabisbaixo.
Diante o exposto, os
convidados usaram da palavra, e o presidente da APLB Maxuel Mendes questionou o
porquê do atraso quanto ao parcelamento, alertando que o problema maior é mesmo
em relação ao FPM, já que a verba do FUNDEB se destina apenas á educação e não
pode haver atraso. Solicitou ainda do prefeito um cronograma a ser seguido onde
torne viável o cumprimento do pagamento pelo executivo, “se a divida existe
deve ser paga, porém o funcionário não pode mais ser o prejudicado nesta
história”, disse ele. Na seqüência, a presidenta da Câmara Municipal,
questionou como será o procedimento para parcelamento caso houvesse o acordo,
alertando para a disponibilidade da prefeitura para que de fato haja
cumprimento das partes, “apesar de doloroso, essa é a única solução, e se todos
não aceitarem apenas os funcionários da Administração serão penalizados, visto
que todo debito só pode ser pago pela verba oriunda do Fundo de Participação
dos Municípios - FPM. Hamilton Halley alertou para necessidade de conformidade
das partes, visto que o prefeito está buscando solucionar a situação.
Antes de finalizar, o
prefeito revelou que na esperança de estender o pagamento da divida junto ao
INSS, haverá uma reunião com a promotoria pública já na próxima semana, onde
apresentará à Justiça a verdadeira situação da prefeitura.
Apenas após essa
reunião saberemos de fato que destino deverá ser tomado pelas partes, neste
caso, um novo, esperamos que último acordo, é o mais viável; desde que este
seja realmente cumprido.