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Diante das chances cada vez mais reais de Salvador
sediar a Copa do Mundo de 2014, inclusive, com as bênçãos do ex-presidente
Lula, o governador Jaques Wagner ontem, durante inauguração do emissário
submarino, surpreendeu a imprensa quando questionado sobre o imbróglio com o
Tribunal de Contas do Estado (TCE), no que diz respeito à liberação por parte
do TCE do empréstimo de R$ 323 milhões pelo Banco Nacional do Desenvolvimento
(BNDES) para a execução das obras da Arena Fonte Nova.
Sem meias palavras, o líder do executivo estadual
destacou que teme que o TCE atrapalhe o processo já adiantado e Salvador acabe
perdendo a oportunidade de sediar o Mundial. Segundo Wagner, em algum
momento a divergência instalada terá que ser resolvida. “Mas, a minha preocupação
é que isso não seja feito em tempo hábil e a Bahia corra o risco de ficar de
fora, como está acontecendo com São Paulo. Os prejuízos seriam incalculáveis”,
desabafou, sem esconder a insatisfação.
Questionado sobre a exigência por parte do TCE de
projetos de execução da obra, o governador reiterou que “já foi explicado
várias vezes que na Parceria Público-Privada (PPP) não há necessidade de o
governo fazê-lo porque quem executa as obras nesses casos é a iniciativa
privada. Aquilo é PPP.
As pessoas precisam entender isso. Na PPP, a gente
paga pelo serviço. Eu não quero saber qual é o projeto. Nós fizemos um projeto
básico e dissemos como queríamos. É isso que manda a legislação”.
(Tribuna da Bahia)
