Imersa desde o início na crise dos Transportes, que resultou
na saída do então ministro Alfredo Nascimento e de uma série de funcionários de
outros órgãos, a estatal de ferrovias Valec teve, na quarta-feira, nova
determinação de paralisação de obras por irregularidades encontradas pelo TCU
(Tribunal de Contas da União).
Segundo o tribunal, são quatro os lotes da Fiol (Ferrovia
Oeste-Leste) –que liga a cidade Ilhéus a Barreiras, ambas na Bahia– que devem
ter suas obras paradas.
Esses trechos estão orçados em R$ 2 bilhões. Por nota, a
Valec afirmou que “ainda não foi notificada oficialmente da decisão” e que,
quando for, tomará as devidas providências.
Para o relator do processo, ministro Weder de Oliveira, os
projetos básicos estão desatualizados. Somente em um lote, metade do traçado
deverá ser mudado por causa dessa desatualização. Apesar de estar ainda no
início, o tribunal de contas calcula que a obra já tem um prejuízo de R$ 21
milhões.
Somente em um caso, 230 mil grampos elásticos foram pagos
por R$ 2 milhões e o material não foi entregue.
INTERINIDADE: Em
junho, quando denúncias sobre irregularidades nos Transportes iniciaram a
chamada “faxina” no governo da presidente Dilma Rousseff, o então diretor da
estatal, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi um dos primeiros a perder o
cargo. Ele havia sido indicado pelo PR,
partido do ex-ministro Alfredo Nascimento. Antonio Felipe Sanchez Costa, que
era diretor administrativo, assumiu a presidência interinamente. Quase três meses depois da troca de cargos,
Costa permanece na presidência de forma interina, e o governo federal ainda não
indicou um nome para substituí-lo de forma definitiva.
Informações da Folha de SP
