Esteve sendo entrevistado ao vivo no programa Fala Ipiaú o soldado Paulo Henrique, coordenador regional da ASPOJER – Associação dos Policiais de Jequié e região – em oportunidade que comentou a respeito dos bastidores de uma greve que hoje sacode a Bahia, ameaçando inclusive na realização da maior festa de rua do planeta: o carnaval baiano.
Segundo ele, os policiais grevistas também são sensíveis aos prejuízos sofridos pela sociedade baiana: "Temos parentes que são empresários, donos de lojas que também são nossos parentes. Nossa classe está embuída na segurança pública mas também tínhamos que lutar para ter direito a taxas de insalubridade e periculosidade para que o policial possa no futuro ter segurança”, relatou ele.
Ainda conforme Paulo Henrique, o atual momento é de decisão, sem possibilidade de recuo. "Nós estamos num patamar da greve hoje quando não existe mais recuo. Diante disso quero sensibilizar a comunidade para nos ajudar. Só depende do governador para essa greve acabar. Estamos pagando 80 mil reais de multa por dia mas só vamos recuar quando tivermos nossos clamores atendidos. Se recuarmos agora os policiais serão todos presos e demitidos por justa causa”, relatou ele.
O soldado também relatou injustiças hierárquicas que estão sendo denunciadas pelo movimento: "O policial em outros estado com 10 anos é promovido a cabo e com 20 a sargento, automáticamente. Hoje na bahia tem policial com 20 anos de farda ainda como soldado”, informou.
As principais reivindicações da classe são o pagamento da GAP-5 ( Gratificação Adicional para o Policial ), que representa um aumento em cima da gratificação em torno de 500 reais e anistia da classe grevista.
Celso Rommel - Ipiaú online
