O prefeito de Ubatã, Edson das Neves (PSD), negou nesta quinta-feira (17) as acusações feitas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e atribuiu os atuais problemas enfrentados pela administração municipal ao ex-gestor Agílson Muniz (PCdoB), cassado em novembro de 2011.
Segundo o atual administrador, as dívidas foram contraídas durante o mandato do seu antecessor, mas, mesmo assim, a prefeitura já começou a quitá-las. Edson também explicou o caos na saúde, segundo ele, em fevereiro deste ano, o contrato com a cooperativa responsável pela gerência da saúde no município foi cancelado, e outro processo licitatório foi iniciado. Um novo grupo venceu a licitação e assumiu este mês. “Por essa razão eu fiquei fevereiro e março sem poder contratar os médicos. Alguns conseguimos contratar e pagar através de um processo contábil. Agora, que está tudo regularizado, vamos contratar mais médicos”, garantiu.
“O Ministério Público foi induzido ao equívoco. Quando o juiz deu a liminar com a suspensão da micareta, não foi dada a oportunidade de esclarecer. Se nós tivéssemos a oportunidade de nos defender, eu tenho certeza de que existiria esse convencimento de ambas as partes, porque a prefeitura não foi ouvida para poder se defender antes de ser acusada e de ser dada a liminar”, afirmou Edson Neves.
“Cerca de 80% de todas as despesas da festa já tinham sido empenhadas. Então, ao invés de beneficiar o município, essa decisão [cancelamento da micareta] iria prejudicá-lo, porque o dinheiro não seria devolvido. Um clima horrível foi instalado na cidade, porque muitos comerciantes e moradores pegaram dinheiro emprestado para comprar cerveja e refrigerante para revender na festa. Se essa decisão permanecesse, uma convulsão social iria ser instalada. O impacto seria muito grande. Mas isso foi reparado, a cidade volta à sua normalidade e os moradores poderão ganhar seu dinheiro", comemorou..
Com informações e foto do Bahia Notícias
