Loyola cobra maturidade política e reafirma vice do MDB

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Foto: Divulgação/Reprodução
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, comentou sobre as articulações em curso para a definição da chapa que disputará o governo do Estado em outubro deste ano. A declaração foi feita durante a inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, quando o titular da Serin comentou as críticas recentes do senador Otto Alencar (PSD) sobre a possibilidade de uma chapa majoritária formada exclusivamente por nomes do PT, com o governador Jerônimo Rodrigues e os senadores Rui Costa e Jaques Wagner.   

Loyola afirmou, ao tratar do tema, que o partido já demonstrou, em eleições anteriores, a viabilidade desse tipo de composição e destacou que a prioridade será a construção de uma chapa competitiva, com diálogo entre os partidos aliados. “Nós temos três bons nomes para duas vagas. Nós vamos apresentar à população baiana a chapa mais competitiva, a chapa com a maior densidade eleitoral. E nós vamos conversar com todos os partidos da base", garantiu.   

O secretário também ressaltou que, historicamente, o PT foi responsável por ampliar a participação de diferentes legendas na composição das chapas na Bahia. “Se tiver essa chapa, porventura, vingar com os três governadores, toda a Bahia sempre elegeu isso. Quem inovou com essa pluralidade de partidos foi o PT em 2006, quando nós elegemos João Durval na nossa chapa, depois nós tivemos Lídice e Pinheiro, depois nós tivemos o senador Otto Alencar, depois tivemos o senador Coronel. Quem abre espaço para isso sempre foi o PT”, continuou.   

Durante entrevista à imprensa na inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, Loyola cobrou maturidade política dos partidos que integram a base aliada e comentou a possibilidade de o PSD insistir na candidatura do senador Angelo Coronel, mesmo de forma independente. Segundo ele, a decisão cabe à legenda, mas o governo de Jerônimo Rodrigues trabalha para evitar desgastes no processo.  

“É uma posição do partido, a gente não vai interferir. É uma posição do PSD. Nós sempre elegemos os senadores da base, da nossa base. A gente tem essa preocupação de fazer esse voto casado, de trabalhar para isso. Vai ser uma decisão do PSD. Mas eu acho que nós vamos trabalhar, vamos continuar conversando com maturidade política, nós vamos conseguir resolver a chapa sem deixar sequelas no caminho. Vamos sair com a base unida, com a chapa unida, com o governador, com o vice, com os senadores, nossa chapa federal e estadual, para reeleger o governador Jerônimo e reeleger o presidente Lula”, declarou.   

Adolpho também afastou a possibilidade de mudanças na indicação do vice-governador pelo MDB. “A vice não está na mesa. Nós estamos resolvendo a chapa do Senado. Nós vamos fazer essa conversa com todos os partidos da base, não só com o PSD e não só com o Coronel ou a família Coronel. Nós vamos conversar com todo mundo. Aqui é um projeto político de todos os agentes que têm vez e a gente conversa na mesa. Na hora certa, a gente conversa. A vice não está na mesa agora. A vice é do MDB, a vice é o Geraldo Júnior e a gente vai continuar conversando sobre isso”, completou o secretário. (Tribuna da Bahia)

 

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