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| Foto: Matheus Landim divulgação GovBA |
Empresários afirmam que, ainda na época da Bahiatursa, diversas bandas teriam ficado sem receber pelos serviços prestados. Posteriormente, com a criação da Sufotur, os atrasos continuaram. “Depois colocaram a culpa no staff, mas quem contratou foi o governo”, disse um produtor. Ainda de acordo com empresários, quando a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) assumiu parte das contratações, os pagamentos teriam sido regularizados inicialmente, mas novos atrasos voltaram a ocorrer.
Os relatos apontam que a maioria das bandas que tocou no último São João ainda não recebeu os cachês. “Só recebe quem Adolpho autoriza”, contou. Empresários afirmam também que o Estado teria recebido emendas parlamentares destinadas aos eventos juninos, mas os valores não teriam sido repassados aos contratados.
Alguns produtores alegam ter valores superiores a R$ 40 milhões a receber. Estimativas do setor apontam que a Sufotur acumularia uma dívida superior a R$ 500 milhões, enquanto a Setur teria débitos que ultrapassariam R$ 380 milhões.
Diante do cenário, cresce entre empresários a ideia de um movimento coletivo: não se apresentar no próximo São João enquanto os pagamentos não forem regularizados. “Só toca quando pagar”, afirmou um dos representantes do setor.
Até o momento, o governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
