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| Foto: Sutterstock |
O contrato para maio foi fechado a US$ 3.891 por tonelada, enquanto, em momentos recentes, as cotações chegaram a operar próximas de US$ 3.400, o menor patamar desde outubro de 2023.
Dados da Intercontinental Exchange (ICE) apontam que os estoques certificados subiram para 1.942.367 sacas, o equivalente a cerca de 4,25 meses de consumo, indicando que o ritmo de compras da indústria segue abaixo da disponibilidade do produto. Com isso, o mercado passou a registrar maior volume de ordens de venda e alta volatilidade.
Além disso, o acúmulo de grãos não vendidos em Gana e na Costa do Marfim reforçou a pressão sobre os preços, mesmo após medidas adotadas para estimular o escoamento da produção. Paralelamente, as condições climáticas favoráveis na África Ocidental elevaram as projeções de safra, enquanto a América do Sul também contribui com aumento da oferta.
Segundo especialistas, o atual cenário exige cautela por parte da cadeia produtiva, já que a combinação de consumo fraco, estoques elevados e produção robusta tende a manter os preços internacionais do cacau sob pressão no curto prazo.
