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| O governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Foto: Comunicação/UB/Flickr |
A escolha foi conduzida pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, e busca dar unidade ao partido após um período de indefinição sobre quem representaria o “projeto”. A definição acontece uma semana após o anúncio de desistência do governador paranaense, Ratinho Junior, e a despeito da tentativa de Eduardo Leite de se manter como candidato.
Caiado entra na disputa com a tarefa de ampliar o alcance de uma candidatura que, até o momento, aparece com baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Levantamentos recentes indicam que o governador tem presença limitada no eleitorado e desempenho inferior ao dos principais concorrentes. Internamente, o PSD enfrenta dificuldades para consolidar apoio em torno do nome escolhido. Diretórios relevantes, sobretudo no Nordeste, mantêm alinhamento com o governo Lula, o que impõe obstáculos à construção de uma candidatura nacional coesa.
Além disso, o perfil político de Caiado – mais identificado com a direita – cria um desafio adicional para o partido, que vinha tentando se apresentar como uma alternativa de centro. Na prática, o governador tende a disputar eleitores no mesmo campo de Flávio Bolsonaro, reduzindo o espaço para crescimento fora desse segmento.
Apesar das limitações, a estratégia do PSD passa pela formação de alianças com partidos do Centrão, como PP e União Brasil, na tentativa de fortalecer a candidatura e ampliar sua capilaridade eleitoral. A definição de um vice, ainda em discussão, é parte central desse movimento. (Carta Capital)
