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| Docentes criticam interrupção de negociações por parte do Governo || Foto Adusc |
A paralisação está prevista para o dia 20 de maio, mas ainda depende de aprovação em assembleias da categoria nas próximas semanas. Antes disso, o movimento planeja atos nos principais campi. A decisão também pode ser revista caso o governo reabra a mesa de negociação, interrompida desde julho de 2025. Segundo o FAD, a medida marca uma escalada na pressão por respostas às reivindicações dos docentes.
Nos últimos dias, a entidade lançou a campanha “9 meses de vazio e silêncio”, com peças instaladas em espaços públicos, para chamar atenção à ausência de diálogo. A coordenadora do Fórum, Karina Sales, afirmou que a paralisação reflete o esgotamento das tentativas de negociação e cobra posicionamento do governo sobre direitos e condições de trabalho da categoria.
PAUTA
A pauta apresentada pelos professores foi protocolada em dezembro do ano passado e reúne demandas antigas, como pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade, regularização de anuênio e revisão de pontos da previdência estadual. O documento também inclui críticas ao atendimento do Planserv e defende a fixação de um orçamento mínimo de 7% da receita líquida de impostos para as universidades estaduais.
Durante a reunião em Ilhéus, representantes do FAD também discutiram a situação das instituições com o reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e coordenador do Fórum de Reitores, Alessandro Fernandes. A intenção é ampliar o debate sobre financiamento, valorização docente e manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão. (Pimenta)
