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| Foto: Reprodução/G1 |
Conforme relatos das vítimas, os umbandistas também eram mantidos confinados em quartos escuros por dias, sem acesso adequado à higiene básica. De acordo com os depoimentos, as agressões eram justificadas pelo religioso como formas de proteção divina e preparação espiritual.
Uma das vítimas, que preferiu não ser identificada, contou à equipe de reportagem que acreditava que o procedimento era necessário. “Ele falou que era preciso para se tornar um babalorixá. Tinha que ser marcado e que tinha que passar pelo quarto. Eu fui três dias e meio. (…) Foi onde surgiu a marcação com um ferro quente na brasa”.
A vítima afirmou ainda que recebeu orientação para não usar medicamentos após o procedimento. “Ele disse que não era pra tomar nada, nenhum remédio e nem botar nada em cima, que era pra deixar sarar por si mesmo. Ave Maria! Dor, queimação, tudo. Porque é ferro quente, feito num raio de moto”.
Segundo o homem, as marcas e a experiência provocaram abalo emocional nele e na família. “Abalou muita coisa, porque eu vejo aí todos os babalorixás e ninguém tem essa marcação de ferro. Aí me abalou muito. Abalou minha mãe, meu pai. Eles estão tudo revoltados com isso”, acrescentou. (Informações do g1)
