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| Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil |
— Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis — disse na ocasião. — Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando, faz um bico para complementar a renda.
Ao ser questionado se o beneficiário precisará aceitar um emprego para não perder o acesso ao programa, Zema respondeu que a pessoa receberá uma lista de propostas de emprego e só poderá recusar uma delas. O ex-governador também afirmou que há, atualmente, um “incentivo à informalidade”, favorecendo que beneficiários possam apenas fazer alguns “bicos” para complementar a renda, sem abrir mão do auxílio.
— Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, à perpetuação desta situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha com os bicos mais R$ 1.000, não tem nenhum compromisso com horário e aprendizado. Daqui a 10 ou 15 anos, ele continuará totalmente desqualificado como está hoje — disse.
No final de semana, o ex-governador respondeu a críticas online após dizer, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na última sexta-feira, que crianças poderiam “ajudar” em trabalhos considerados “mais simples”. Após a repercussão da declaração, Zema defendeu “dar oportunidades a adolescentes” e pediu para que críticos “parem com a hipocrisia”.
— Educação e trabalho digno são o que formam caráter, disciplina e futuro. No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos. Agora, vamos falar a realidade aqui: milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção — disse na gravação. (O Globo)
