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| Crédito: Reprodução |
De acordo com as apurações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a autoridade que os dois exerciam era a principal ferramenta para atacar e silenciar as vítimas. A dinâmica do crime era coordenada: enquanto a pastora Arielly facilitava a aproximação e ganhava a confiança das jovens, o pastor Wenderson agia munido de manipulações teológicas. Ele utilizava interpretações distorcidas da Bíblia para persuadir as meninas de que os abusos faziam parte de uma “prospecção espiritual”.
O castelo de cartas começou a ruir em abril deste ano, quando uma adolescente de 14 anos reuniu coragem para denunciar o caso. A partir desse primeiro relato, a polícia desvelou um cenário ainda mais sombrio. Outras cinco garotas, com idades que variam entre 12 e 17 anos, confirmaram ter sofrido os mesmos abusos sistemáticos por parte dos líderes religiosos. Os investigadores identificaram ainda indícios de que outras cinco jovens teriam sido vítimas do casal, mas elas preferiram não formalizar as declarações às autoridades.
Para além da coerção psicológica baseada na fé, o casal tentava garantir a impunidade por vias financeiras. A polícia constatou que os investigados ofereciam dinheiro, faziam transferências por Pix e compravam presentes ou jantares para as vítimas em troca de segredo absoluto sobre a rotina de violência.
