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| Ação mira criminosos de abuso infantil na Bahia Imagem: Getty Images |
Entre os alvos estão dois jornalistas e um policial militar da reserva. Um dos jornalistas trabalhava em uma organização não governamental (ONG) ligada a crianças e adolescentes, enquanto o policial militar é suspeito de abusar de cinco familiares e foi levado ao Batalhão de Choque.
Um investigado de 24 anos é suspeito de estupro de vulnerável e de produzir e guardar pornografia infantil. "As investigações apontam que pelo menos três vítimas foram abusadas pelo suspeito, que teria se aproveitado do vínculo de parentesco para cometer os crimes", declarou a Polícia Civil.
Equipes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão, além das prisões. Celulares e discos rígidos externos (HDs) foram recolhidos e passarão por análise para identificar possíveis registros de crimes, outras vítimas e envolvidos.
Operação segue até sexta-feira
A ação é realizada em ciclos e teve esta edição iniciada em 24 de agosto. Os mandados também foram cumpridos em São Félix e Conceição do Coité, e o ciclo operacional termina amanhã. O Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis coordena a operação. A força-tarefa reúne cerca de 120 policiais e conta com apoio de outros departamentos, da Polícia Militar, do Departamento de Polícia Técnica e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização.
Como denunciar violência contra crianças e adolescentes
Denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100 (inclusive de forma anônima), na delegacia de polícia mais próxima e no Conselho Tutelar de cada município. Se for um caso de violência que a pessoa estiver presenciando, pode ligar no 190, da Polícia Militar, para uma viatura ir no local. Também é possível se dirigir ao Fórum da Cidade e procurar a Promotoria da Infância e Juventude.
Quem não denuncia situações de perigo, abandono e violência contra crianças e adolescentes pode responder pelo crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal. A lei Henry Borel também prevê punições pra quem se omite. Funcionários públicos que se omitem no exercício de seus cargos, em escolas, postos de saúde e serviços de assistência social, entre outros, podem responder por crime de prevaricação. (Uol Notícias)
