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| Foto: Reprodução/Giro Ipiaú |
O principal fator de pressão é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo cobrado na conta de luz para financiar políticas públicas do setor. A proposta para 2026 prevê um orçamento de R$ 52,7 bilhões, sendo R$ 47,8 bilhões pagos diretamente pelos consumidores. O valor representa alta de 15,4% em relação a 2025 e pode gerar impacto de até 4,6% nas tarifas.
Além da CDE, outros componentes contribuem para o aumento. Os custos de energia tendem a subir com a expectativa de condições hidrológicas menos favoráveis, o que eleva o uso de fontes mais caras. Também há pressão de encargos setoriais e do aumento nas receitas das transmissoras.
Por outro lado, alguns fatores ajudam a conter parte da alta, como a devolução de créditos de PIS/Cofins e a estabilidade da tarifa da Itaipu Binacional.
A projeção considera ainda a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional, concluída em 2026. A medida deve elevar custos no curto prazo, mas tende a reduzir despesas no médio prazo ao substituir a geração térmica, mais cara, por energia do sistema nacional. (Bahia Notícias)
